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Após um período de instabilidade que afetou canais digitais e suspendeu atendimentos presenciais, os serviços do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foram restabelecidos. Entre as funcionalidades novamente disponíveis está o simulador de aposentadoria, acessível pelo site e aplicativo do órgão.
A ferramenta é utilizada para estimar o tempo necessário para que o segurado alcance os requisitos de aposentadoria conforme as regras vigentes da Previdência Social. O sistema realiza diferentes tipos de simulações, comparando normas de transição e regras permanentes, e indica quanto falta para atingir a idade mínima ou o tempo de contribuição exigido. Para segurados que estão a até cinco anos de cumprir os requisitos, o sistema também apresenta uma estimativa do valor do benefício.
Os cálculos do simulador utilizam informações do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), que reúne vínculos empregatícios, contribuições previdenciárias e remunerações. Inconsistências nesse cadastro podem impactar o resultado apresentado pela ferramenta.
Entre os problemas mais frequentes estão vínculos de trabalho sem data de encerramento, períodos de contribuição não registrados e divergências salariais. Quando um vínculo permanece “em aberto” no sistema, o tempo de contribuição pode ser contabilizado de forma incorreta, reduzindo o período considerado para aposentadoria.
O próprio ambiente digital permite ao segurado ajustar dados para fins de simulação, como datas de admissão e desligamento, salários e contribuições como autônomo. No entanto, para o pedido formal de aposentadoria, será necessária a comprovação documental das informações, como carteira de trabalho e outros registros trabalhistas.
Outra situação que pode interferir na simulação ocorre quando a empresa não efetuou corretamente o recolhimento das contribuições previdenciárias. Mesmo com o vínculo anotado na carteira de trabalho, o período pode não constar no CNIS.
Nesses casos, o trabalhador pode incluir o vínculo manualmente para fins de cálculo no simulador. Já no processo de concessão do benefício, a comprovação do tempo de serviço será feita por meio de documentação que demonstre o vínculo empregatício, uma vez que a responsabilidade pelo recolhimento é do empregador.
O simulador não contempla automaticamente algumas modalidades de aposentadoria que seguem critérios específicos. É o caso de professores, pessoas com deficiência e trabalhadores expostos a agentes nocivos à saúde, cujas regras envolvem formas diferenciadas de contagem de tempo e exigem comprovação técnica.
Nessas hipóteses, o sistema pode não refletir integralmente o direito do segurado, sendo necessário reunir documentos que comprovem as condições especiais de trabalho, como o Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), além de registros de vínculos e remunerações.
Antes de protocolar o pedido de aposentadoria, a recomendação é revisar o CNIS e reunir documentos que comprovem períodos trabalhados e condições de atividade. A organização prévia dessas informações contribui para a análise do benefício e para a correção de eventuais divergências cadastrais.
O retorno do simulador amplia o acesso a estimativas previdenciárias, mas o resultado apresentado deve ser interpretado com base na consistência dos dados disponíveis nos sistemas da Previdência.
O restabelecimento do simulador amplia a demanda de clientes por orientações sobre tempo de contribuição, projeções de aposentadoria e regularização cadastral. Escritórios contábeis que prestam suporte a pessoas físicas e empresários individuais passam a atuar de forma mais próxima na conferência de vínculos e contribuições registradas no CNIS.
A verificação prévia das informações previdenciárias também se conecta à folha de pagamento, à correta transmissão de eventos ao eSocial e ao cumprimento das obrigações acessórias relacionadas às contribuições ao INSS. Inconsistências nesses envios podem refletir diretamente no histórico previdenciário do trabalhador.
Esse cenário reforça a importância de processos internos de conferência de dados trabalhistas e previdenciários, reduzindo a probabilidade de divergências que venham a ser identificadas apenas no momento do pedido de benefício.
A análise do CNIS pode revelar lacunas que exigem documentação complementar, como contratos de trabalho, termos de rescisão, holerites e registros de contribuições individuais. A organização desses documentos contribui para a comprovação de períodos que não constam na base oficial.
Para empresas, falhas no recolhimento das contribuições podem gerar reflexos não apenas para o segurado, mas também riscos de passivos trabalhistas e previdenciários. A regularidade das informações transmitidas aos sistemas governamentais é um ponto de atenção contínuo.
Nesse contexto, o acompanhamento contábil e trabalhista preventivo auxilia na manutenção da conformidade das informações prestadas, reduzindo retrabalhos e questionamentos futuros em processos de concessão de aposentadoria.
Com informações adaptadas g1
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* Valores informativos. Consulte fontes oficiais para decisões financeiras.
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